Assessoria jurídica para médicos, dentistas e profissionais da saúde

Em resumo

Profissionais da saúde autônomos assinam contratos com clínicas, hospitais e planos, dividem consultórios e respondem pessoalmente pelos atendimentos. A assessoria preventiva revisa esses contratos antes da assinatura, organiza a documentação da prática e reduz riscos ético-profissionais e trabalhistas, inclusive quando o próprio profissional passa a contratar equipe.

Por Anna Queiroz, advogada, OAB/BA 35.588
Atualizado em

Para quem é

  • Médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, esteticistas e demais profissionais da saúde
  • Quem recebeu proposta para atuar como PJ numa clínica ou hospital
  • Quem vai abrir sociedade ou dividir consultório
  • Quem contrata secretária, auxiliar ou outro profissional

Contratos com clínicas, hospitais e planos

Antes de assinar, vale entender o que o contrato realmente prevê e se a rotina proposta é compatível com ele. Os pontos que mais geram conflito depois são previsíveis:

  • Forma e prazo de repasse, glosas e o que acontece em caso de atraso
  • Exclusividade, não concorrência e uso do nome e da imagem do profissional
  • Responsabilidade por prontuário, materiais e equipe de apoio
  • Rescisão, aviso prévio e multas
  • Quem responde perante o paciente e perante o conselho

Sociedade entre profissionais

Sociedades entre profissionais da saúde funcionam bem quando o contrato define o que normalmente só se discute na hora da saída: como os resultados são divididos, quem decide o quê, como fica a responsabilidade técnica, o que acontece com pacientes, nome e estrutura se um sócio sair. Organizar isso no início custa muito menos do que resolver depois.

Proteger a própria prática

O profissional autônomo responde pessoalmente pelos atendimentos. Prontuário completo, termo de consentimento específico por procedimento e registro das orientações dadas são a forma de demonstrar a própria diligência numa reclamação ou num processo ético. A conduta correta precisa ser também demonstrável.

Quando você também é empregador

Ao contratar secretária, auxiliar ou outro profissional, o consultório passa a ter obrigações de empregador: registro, controle de jornada quando exigível, recolhimentos e, agora, o gerenciamento de riscos da NR-1. Começar organizado evita que o primeiro contrato de trabalho vire o primeiro processo.

Ferramentas e materiais

Perguntas frequentes

Recebi proposta para atuar como PJ numa clínica. Devo aceitar?

A decisão é sua. Antes de assinar, vale entender o que o contrato prevê, quais são as obrigações e as responsabilidades de cada lado, e se a rotina proposta é compatível com a autonomia que o modelo pressupõe.

Vale a pena revisar um contrato antes de assinar?

Sim. A revisão prévia identifica cláusulas desequilibradas ou ambíguas e evita conflitos que custariam muito mais depois.

Você atende profissionais de fora de Eunápolis?

Sim. O atendimento é predominantemente online, por videochamada, o que permite atender profissionais de outras cidades e estados.

Este texto é informativo e não substitui a análise do seu caso. Cada situação depende dos documentos, das provas e das regras em vigor. Não constitui promessa de resultado.

Como funciona

  1. Diagnóstico da estrutura

    Reunião técnica por videochamada e análise da documentação real: contratos, escalas, termos e PGR. O resultado é um laudo estruturado, com mapa de exposição, classificação por gravidade e plano de adequação.

  2. Plano de adequação

    Os ajustes são priorizados pela gravidade, começando pelo que mais expõe. O enquadramento decorre do que o diagnóstico encontrou, e não de uma escolha comercial.

  3. Acompanhamento contínuo

    Quando faz sentido, governança jurídica contínua: revisão periódica, suporte às decisões do dia a dia e atuação extrajudicial e, quando necessário, judicial.

Organizar antes do conflito.

Com técnica, transparência e atendimento próximo: você fala diretamente comigo, do primeiro contato ao fim do caso.